mercredi 29 août 2012

MALDITA RACIONALIDADE

Je déteste ce concept.
Il va à l'encontre de tous mes rêves. Il détruit mes pensées. Il contrarie mes désirs les plus chers et me plonge dans un océan d'incertitude.
Cette soi-disant conduite cohérente, voire optimale, qui régi les buts des uns et des autres dans une démarche visant à protéger de supposés intérêts, que de balivernes!!
La rationalité est en opposition absolue avec l'amour.
En amour il n'y a pas d'intérêts à protéger si ce n'est la recherche de moments de partage.
Comment peut-on soutenir que la rationalité contribue à un modèle d'équilibre général!
Mon seul équilibre c'est toi, c'est d'être avec toi, en toi.
Me dire que les agents de la rationalité sont censés agir de sorte à optimiser le bien-être des individus... c'est faux!
Mon seul et unique bien être ne peut être parce que l'on est ensemble et je sais ô combien celà te semble impossible et... irrationnel!

Maudit logos qui brise mes songes.
Ta rationalité est mon cauchemar

mardi 28 août 2012

GRITO

Porque não me ouves?

Sou fogo, terra, água, ar, conjunção astral,
Estrela do abismo, trilha de amor sem fim,
Não respiro, você é meu bem, é meu mal,
Nunca pensei que as coisas fossem assim...
(T.Monteiro)

No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.

Pablo Neruda

lundi 27 août 2012

PERSPECTIVAS

48 horas de silêncio.
Uma eternidade. Sinto-te perto mas não sei se é desejo meu ou fluido teu que mandas pelo pensamento?
Sinto a tua falta como o ar que respiro.
O que serà ao teu regresso?
Mil perguntas.
Prefiro tentar não pensar porque a realidade estala como uma sentença:
Não temos futuro!!
Não quero chorar. Fico à espera. A tua espera.

Chamo-Te porque o tempo não espera...
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.

Há muitas coisas que não quero ver.

Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo....

S. de Mello Breyner

jeudi 23 août 2012

COISAS DE AMOR

Se tanto me doi que as coisas passem
é porque cada instante em mim foi vivo
na busca de um bem definitivo
em que as coisas de amor 
se eternizassem!
(S. de Mello Breyner)

Isto é uma declaração!!!!
... no breve espaço de beijar.

AS MINHAS PAISAGENS

The only acceptable writting is the one you create... that's what make things come true (E. Hemingway)

Foi o conselho de uma amiga que me levou a criar este espaço.
Aqui, é um pouco como falar à minha consciência, tentar alcançar o que tenho de mais profundo para melhor perceber o que sou. Dizer o que sinto.
Como a qualquer um, a vida tem me dado muito, ou o suficiente, e nem sempre estou agradecida como deveria. Sempre esta impressão que hà um sonho, ou vàrios, para alcançar e que nem sempre là chego. Falta-me, por vezes, o recuo necessàrio para avaliar as coisas. As boas, as màs e as outras.
Tenho consciência que é a tristeza o que mais me inspira. Suponho que é nesses momentos que a alma se despe. Ficamos mais "a vivo", a sensibilidade exacerbada.
Fica raro ter vontade de escrever quando tudo corre bem.
No entanto, aproveito esta trégua no turbilhão do que me passa pelo espirito, neste vendaval de sentimentos que tenho vivido e tentado imprimir aqui, para escrever algo de menos dramàtico e triste.
Vou constatando que de facto escrever aqui tem um impacto mais forte que de preencher as pàginas dos meus cadernos. Porque serà?
Serà porque sei que desconhecidos vão ler o que aqui encontram, sem aliàs perceber outra coisa que os estados de sofrimento que aqui se vão inscrevendo? E estranha esta impressão de largar o que tenho de mais intimo aqui na tela sendo incapaz de falar destas coisas aos amigos.
Não é dar espectàculo, isso não.
Os que aqui vêm nunca me deixaram o minimo comentàrio nem sobre o que escrevo nem sobre a maneira como està escrito. Afinal, nem sequer sei que opinião têm disto. E, confesso, pouco me importa mesmo. Isto é como um livro anonimo aberto a todos. Que se lixem as sentenças. O que importa é que isto me faz bem.
Quando releio o que foi escrito dias antes, continuo a pensar e sentir as mesmas coisas mas de um modo diferente. Amenizado. Com uma focagem diferente, com mais distância.
Acho que é isso que isto me dà; uma espécie de ligeireza para encarar as coisas que aqui deixo, os acontecimentos que relato, estes pedaços de mim que lanço para o desconhecido.
As vezes, gostaria poder fazer uma declaração, franca, directa. Eu cà sei a quem. Mas afinal de nada serve. O que havia para dizer jà foi dito, normalmente dito, com risos amarelos ou entre dois soluços. Então é inutil. Vou-me declarando, à minha maneira, com metaforas (e nem sempre!!) e outros exercicios de estilo que não maneio tão bem quanto isso.
Mas isto não é concurso de literatura.
São paisagens da minha alma e fico contente de as pousar aqui.
Para mim sò, afinal.
São aguarelas penduradas em paredes brancas.
Então, sento-me e, bem caladinha, olho para elas e tento ouvir o que elas me contam.

Uma tarde, passeava à beira do rio e ouvi os lamentos de um violino...

mercredi 22 août 2012

INDIFERENCA

L'amour m'ouvrit ses paradis et l'étreinte de ses parenthèses (Ch.Cros)

Não consigo não pensar nas coisas que vivi. Aqueles momentos roubados às vidas de cada um.
Para ele, brincadeira, divertimento, um passatempo. Para mim não.
Acho que percebi isso deste o principio mas não tive força para me afastar. Precisava viver o que aconteceu e ele não foi dizendo não!
Esses momentos, foram sonhos meus realizados. Para ele, so outros, repetição de coisas jà vividas.
Os meus sentimentos foram crescendo. Tornaram-se claros e evidentes. Tentei escapar. Aceitei mesmo partilhar. Mas estou longe e as coisas ficaram complicadas. Agarrei-me às palavras, todas aquelas que alimentavam o meu olhar sobre as coisas.
Episodios enganadores. Verdades disfarçadas.
Momentos que deveriam ter sido meus!
Fui substituida com a ligeireza desvergonhada dos aventureiros. Aceitei no entanto. Não consegui abandonar mesmo sabendo que jà fazia parte de uma série...
Tudo foi feito para desencantar.
Estou cansada. Estou sem vontade. Não vale a pena.
E a vida. Creio. Temo.


Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros, sem nos dar braços para os alcançar?
(Florbela Espanca)


REALIDADE

No teu harém de incontàveis musas, fervilha e graça o amor desordenado (M. Warttusch)

Realizei agora.
Desilusão.
Que ideia foi essa de pensar que sabias amar? Que querias amar? Não. O que tu queres é um erzats de amor. Uma condição efémera de desejo. Um estado efervescente que se evapora depois de consumido.
Quantas palavras bonitas deixaste. Quantos actos de realidade disfarçada.
E eu acreditei, porque precisava acreditar.
Deitei-me perdidamente nesses lençois de encantos sem perceber que eram panos evanescentes.
Como pudeste fazer-me crer que eu importava? Sim, talvez um pouco, por uns instantes. Nada mais.
O teu silêncio de hoje revela mais que mil cartas. Não sou nada, nunca fui. Um caso entre outros com interesse momentâneo.
Enganei-me porque fui enganada. E vais negando isso. Não faz mal, mas doi muito.
Boa consciência, boa educação.
De nòs, confessa, não fica nada. Porquê? Porque não houve nada mais que um fogo de palha que vi, senti, como um coração a arder.
Bravo!
Apagàste a chama que tinhas acendido
e eu continuei a acreditar nesta historia sem sentido!

Não hà mais nada
E este o grande drama do prazer; todas as coisas agradàveis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tão mais depressa quanto é mais retribuido. (W. Durant)

mardi 21 août 2012

PRIERE

La nuit, je veux parler avec l'ange et savoir s'il accepte de reconnaître mes yeux (R.M. Rilke)

Je paye le prix d'une vie bâtie sur du sable. Des chimères, des rêves et des utopies dans lesquels je me suis plongée je ne sais pas pourquoi. A chaque fois, j'ai cru bâtir. J'ai donné tout l'amour dont j'étais capable. Mais je réalise aujourd'hui que tout cela était vain. Passable. Ephémère.

Soit je crois aimer et je ne fais que projeter mes propres besoins, soit je ne sais pas me servir de cette arme pacifique! Comment, quand le saurais-je? Je voudrais tant que ce que je sais donner me procure les joies que j'en attends.

On dit toujours que lorsque l'on donne par amour, il ne faut rien attendre de l'autre. Ce n'est pas vrai. Une caresse en vaut bien une autre en retour! Je voudrais tant...

Alors je te demande, mon ange. Viens me voir au plus vite. Délivre-moi de mes ténèbres. Redonne-moi la joie perdue. Laisse-moi retrouver ma liberté puisque je sais que tu ne peux me rendre l'amour que j'ai perdu.

On sent glisser entre ses mains tout ce qui faisait la joie de vivre... on perd jusqu'au contact avec sa propre existence. Il n'y a plus de sentiments, plus de sens, il ne reste que les ténèbres. (A. Grün)


Mon ange, où es-tu?
Mon ange, descends du ciel. Viens dans mes ténèbres, tends moi la main et sors moi de la nuit où je plonge!

UN REVE ETRANGE

A la première fissure dans l'idéal, c'est tout le réel qui s'y engouffre (J. de Rostand)


Le dernier jour... si j'avais su!

J'étais entourée d'amis, certains connus, d'autre pas. Nous étions jeunes, réunis dans une maison, plus particulièrement une pièce.
Sorte de chambre.
Des canapés où il faisait bon s'affaler, de moelleux coussins où il faisait bon paresser.
L'ambiance était délicieusement volupteuse.
J'étais assise, mi-allongée et j'avais quelqu'un à mes côtés. Assis à ma gauche.
Nos doigts, nos mains se frôlaient sans que l'on ose afficher notre préférence.
C'était très excitant, cette sensation, comme une promesse de sensualité.

Je suis alors dans une salle de bains. Une amie, quasi dévêtue, se lance dans un rire interminable, contagieux. Elle est à demi allongée contre la baignoire. Je la sens heureuse mais je ne connaîs pas la raison de son bonheur. Je la vois ensuite embrasser un ami d'enfance, ce n'est pas toi.
Dans la réalité, il est impossible qu'ils se connaissent et se rencontrent.
Je suis un peu jalouse.
Je reviens dans la pièce où nous nous trouvions auparavant...
Elle est complètement vide. Les murs sont en pierre, à l'état brut. Quelques gravas traînent ici et là.
Je ne comprends pas ce qu'il s'est passé.
Un rêve dans un rêve?

Je suis triste, frustrée. Je ressens encore ce sentiment d'abandon. Ce sentiment qui précède l'engouement amoureux mais dont on n'a pas profité.

Serais-ce encore un rêve de toi par moyens détournés?
Est-ce l'envie que j'ai d'être avec toi qui s'engouffre dans mon inconscient?
J'ai encore plus envie de t'étreindre mais je sais que celà ne se reproduira plus jamais!!
Je n'ai même pas pleuré... je sais déjà que je t'ai perdu.

dimanche 19 août 2012

UNE ROSE DERRIERE UN MUR

Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez sentir-se importante (St.Ex)

Outrora,
num tempo que jà foi
e tão presente ainda
adivinhaste a rosa escondida.

Espreitaste para além da muralha
viste-lhe a alma, sentiste-lhe o aroma
Admiraste-a e desde então ela viveu.

Ficou tão reconhecida
que quiz dar-te o que trazia:
Ternura, carinho quanto baste, sem contar

Fizeste-lhe uma sinfonia de atenções,
deste-lhe o que nunca recebera
e ficou-te meigamente agradecida

Mas o amor que lhe dizias
foi se perdendo com o tempo

E hoje, quando passas pelo muro
Escondida, ela te espreita
Porque sabe que jamais
A amaràs como fazias!

Une rose seule, c'est toutes les roses. 
Et celle-ci, l'irremplaçable, le parfait, le souple vocable 
encadré par le texte des choses.
Comment jamais dire sans elle 
ce que furent nos espérances et les tendres intermittences 
dans la partance continuelle.
(Rainer Maria Rilke)



ESCONDERIJO

Tenho esta sina de viver num cantinho da tua vida, com tão pouco espaço que por vezes mal respiro. Sò tenho direito de sair de vez em quando. Os momentos em que ficas sò e que, sem que ninguém nos possa ver, me fazes sinal:
- Vem! Estou aqui, dizes tu
E mesmo o momento que prefiro.
Espreguiço-me voluptuosamente ao contacto dessa meia liberdade e instalo-me... na tua voz.
E verdade que  esqueço mesmo que so te posso imaginar. Mas o som da tua voz dà-me asas para isso. As vezes, imagino tanto que me engano no cenàrio, coisas que nem a tua presença poderia cumprir! Vou por uns senteios e nem percebo que tu estàs noutros.
Mas é assim. E não posso mudar isso.
Mas se pudesses vir comigo, verias a beleza que têm estas estradas e que bem là se caminha.

Es pessoa de verdade mas o nosso mundo é bem escasso, estreitinho e sonhado.
Melhor que nenhum. Tento não me queixar.
Se soubesses que vontade tenho por vezes de te tirar deste sonho para que tenhamos vida mesmo.
Uma vida que seria nossa, sem segredos nem esconderijos, para que eu pudesse gritar a todos que existo e estàs comigo.
Mas por hoje jà chega, tivemos o nosso instante. Amanhã talvez, um outro.
Volto para o meu cantinho e tão quieta quanto posso, em silêncio,
vou pensando na tua voz de que me fica o éco.
Amo essa voz como amaria teu corpo.
E por ela que te vejo e que vou saciando a sede que tenho quando bebo as palavras que ofereces.
Pudesses tu deixar-nos viver em pleno vento para que, juntos, pudessemos agarrar as imagens que transbordam do meu sonho! Todas elas. Mas nao. E assim a minha sina, e:
- Até logo, digo eu.


Um dia que nasceu: vem estou aqui!

vendredi 17 août 2012

ILUSAO PASSADA

Quando jà não sentirei a dor que deixaste,
Pergunto o que vou fazer do vazio que ficar?

Quisera que me atravessasses a alma e pudesses conter o sentimento de falta
Esta dor aguda e lancinante, tão viva
Que jà nenhuma làgrima consola.
Basta que feche os olhos para me pensar aconchegada em ti
E sentir-me vagar num tempo feliz, neste amor clandestino em que me acolheste.
Hoje ficam vendavais de ternura dispersos,
Uma fome insaciàvel de ti
E o gosto triste e amargo de uma ilusão que passou.

Quisera que me acolhesses de novo!
Não importa que seja num crepusculo ou numa alvorada
E que partilhassemos por mil vezes ainda
A promessa do suave sono que nos deleitava...

O Paraiso existiu

Le corps sans le coeur, n'est pas le paradis. Mais le coeur sans le corps, c'est l'enfer! (F.Sagan)

samedi 11 août 2012

O VALOR DAS COISAS

O valor das coisas não està no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquéciveis, coisas inexplicàveis e pessoas incomparàveis. (F. Pessoa).


Tempo de delicias com sabor agora amargo de
"nunca mais"


vendredi 10 août 2012

SILENCIOS

Tenho medo desta ausência.
Das perguntas que não fazes, das respostas que não podes dar!
Vou definhando na incerteza do que està para vir
E reunindo forças para batalhar!

De onde vem esse pôr do sol que não vi contigo
enquanto espero auroras que não pudemos viver?

Vem buscar a minha mão.
Não me deixes, não me esqueças
(porque é como se me esquecesse eu mesma!)
Eu sou o que tu quiseres que eu for.
Sem ti, vou ter que me reinventar
e confesso,
nem sei por onde pegar!

Sou criação tua.
Trouxeste-me ao mundo, acendeste uma chama
Fizeste de mim um dia a nascer
Fala-me agora do que somos, do que seremos.
Diz-me para onde vamos, onde iremos
E concede ao que ainda temos o tempo que vem!                             

L'horizon existe, mais où s'arrête t'il?

Do tempo em que as flores falavam



     

SO FALTAS TU


Não duvido da genuidade daquilo que recebi. Sentimentos puros que deste.
Que delicia esse abandono!
Mas temo que a minha ingenuidade, feita sonhos de mulher,
me leve para caminhos que jamais pisaràs comigo.
E agora vais para o mar sem estar sozinho...
Quisera o destino e a vida lembrar-te que me gravaste a fogo.
Mas a àgua salgada também apaga chamas.
...
Ah, se Tomas(ses) conta de mim!!

Olhar na mesma direcçao

Basta-me um pequeno gesto
Feito de longe e de leve
Para que venhas comigo
e eu, para sempre, te leve...

FURAR ONDAS

Deixa passar a onda por cima, talvez acordes numa ilha paradisiaca!


Sitio para mim, contigo

Tempo certo

De uma coisa podemos ter a certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem a seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e ai acontecem os atropelos do destino.
Aquela situação que provocamos por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?

Basta observar os sinais.
Quando alguma coisa està para acontecer ou chegar até à nossa vida,
pequenas manifestações do quotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza o sincronismo se encarregarà de nos colocar no lugar certo,
na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da PESSOA certa!

Basta acreditar que nada acontece por acaso.
...
Hà que lembrar que o universo sempre conspira a nosso favor quando possuimos um objectivo claro e uma disponibilidade de ... mudança.

Paulo Coelho.

jeudi 9 août 2012

HUMEUR DU JOUR

Làgrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plàcida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as làgrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca.

Procura amar-me quando menos mereço, pois é quando mais preciso! (C. Meireles)

mardi 7 août 2012

BAGUETTE MAGIQUE

Et si on pouvait claquer les doigts pour oublier?
On effacerait ce qui ne mérite pas d'être rappelé, pour ne garder que le meilleur.
Mais, en voulant effacer ce qui nous mine, nous ne faisons que d'y penser davantage
et l'on finit par oublier ce qui doit rester définitif dans nos mémoires!

"Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos, por quê? 
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas... Por todos os beijos cancelados pela eternidade. (C. Drummond de Andrade)




jeudi 26 juillet 2012

LA VIE EST BREVE ET LE DESIR SANS FIN

Aprendi a dizer os sentimentos.
E, se os digo, que triste fico se nao os posso viver.
E como um pedaço de mim que tenho que ocultar.
Uma dor profunda.
Se me afagas, estou curada!

Prends-moi dans tes bras et laisse-moi y rester.
C'est là, et là seulement, que je suis vivante!

De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo constância. (Cecilia Meireles)

mercredi 25 juillet 2012

DICIONARIO

Detalhe - 27 anos de convivência


Isto de ter duas linguas maternas (bom, uma do pai outra da mãe) não é facil.
Dei so hoje conta que na biblioteca tenho centenas de livros franceses.
Numa prateleira: o Eça, o Quintana, a Florbela, a Sofia, o Fernando, o Alberto, o Eugénio, o Miguel, o Bocage e o Camoes (perdão aos que não cito) là estão, como sobreviventes do meu universo luso.
Mas de dicionàrio, nada!
Tratados de psicologia, de economia. Um pouco de historia e de politica (ultramarina... eu sei, jà passou!) herdados do bem familiar.
E lembro-me.
Da biblioteca-escritorio do meu avô querido que jà foi. Enciclopédias conviviam com obras do Zweig... estantes, altas, sem fim, onde descansavam quilos de papel erudito.
Herança.
E nem fui capaz de aconchegar nos cartões de lembranças um so dicionàrio!

Daqui, do meu campo e da minha provincia gaulesa pergunto: mas onde é que eu vou poder comprar um Porto Editora??!