vendredi 28 septembre 2012

VERITE

"L'absence diminue les médiocres passions et augmente les grandes.
Comme le vent éteint les bougies et allume le feu"
(F. de La Rochefoucault)

... amor é fogo que arde sem se ver...



Em mim todo esse fogo se repete
em mim nada se apaga, nem se esquece
O meu amor alimenta-se do teu amor
mesmo quando jà nao me o queres dar
Porque enquanto viveres estarà nos teus braços
Sem sair dos meus.

jeudi 27 septembre 2012

INCONSISTENCIA

Este meu amigo não diz o que faz
e pior não faz o que diz.
Esquece o que escreveu
e portanto o que escreve é breve, instantâneo. Não tem vida no tempo.
Nem sei se é verdade que permanece mais de uma hora.

Isto são condições para dar consistência às coisas.
Sem estrutura, tudo se vai, tudo se perde. Não hà nada para transformar.

E talvez por este caminho que eu também vou poder esquecer.
Quem sabe?

mardi 25 septembre 2012

JARDIM ABANDONADO

Numa de nostalgia tenho estado a reler o historico das mensagens (milhares!!!) que nos mandàmos desde que isto começou.
Gostaria perceber o que aconteceu para que, depois de termos vivivo tudo o que aconteceu desde então, tenhas perdido a "intimidade" que tiveste comigo, antes mesmo de nos termos revisto?!
Por mais que dê voltas à cabeça, não entendo. Não entendo as tuas alterações, os teus humores, os teus "quente e frio"?
Serà que não te entendo mesmo? Que estou concentrada num sonho que se esvaneceu e que se parecia tanto com uma realidade à qual aspirava, aspiro ainda? Serà que tenho que perceber que nada disto faz sentido e que não vamos a lado nenhum assim?
Por um tempo o nosso jardim secreto parecia dar-te tudo o que precisavas para que a relação se mantesse, crescesse e tanto mais.
Claro que fomos evoluindo mas a magia parecia-me ainda possivel.
Não consigo pensar nisto sem ficar submersa de làgrimas e de uma dôr tão forte que temo que ela me quebre.
Diz-me porquê jà não queres disto, de mim, de nòs!!

lundi 24 septembre 2012

DESPREZO

Não mereço que me desprezes.
Maldita hora em que te toquei à porta... e que a abriste!!

A QUOI CA SERT D'AVOIR UN COEUR?

"L'amour non payé en retour est une question sans réponse" (G.C. Lichtenberg)

En musique, messages pleins de sagesses et de foi, de jolies pensées, de grandes tirades....
A longueur de journée je suis confrontée à de "précieux" conseils me disant que je dois laisser parler mon coeur; que je dois penser avec mon coeur, laisser libre cours à ce que me dicte mon coeur!
Mais, invariablement, ce que me dit mon coeur ne m'entraîne que vers des douleurs que j'aurais pu éviter si je l'avais tout simplement baillonné.
Et que faire alors? Au risque de passer pour une insensible que je suis loin d'être, je n'arrive pas à faire autrement. Ma tête pense mais c'est mon coeur qui ressent. Le deuxième influençant nettement la première qui, du coup ne pense plus guère.
Et c'est un défilé permanent de blessures, de trahisons, d'oublis qui m'entraînent dans des états de tristesse profonde. Je me sens si seule, abandonnée. Je voudrais tant que l'on me considère un tant soit peu pour que les choses puissent s'équilibrer un peu.
Je déverse des bonnes intentions auprès de tous ceux (et celles) que j'aime. Chacun à son niveau. Je me donne toute à l'amitié comme je m'en remets à l'amour. Sans rien attendre en retour? Non! Oui, j'attends que l'on m'octroie quelques égards, que l'on m'aime, que l'on m'apprécie. Pourquoi j'ai l'impression de ne rien recevoir de tout ça?

On m'a souvent dit que je donnais de trop et que du coup celà poussait mon exigence à des sphères rarement à portée de l'humain moyen. Serais-je un humain hors normes? L'estime très moyenne que j'ai de moins me dit que non. Je suis juste un humain de plus. Avec ses défauts, nombreux, ses quelques qualités. Mais il y a une chose que je sais faire de façon inconditionnelle: AIMER.

A tous ceux que j'ai croisé dans la vie et qui ont frayé la mienne, j'ai donné de l'amour. De quelque forme que ce soit. Je crains, qu'en matière d'amour, seule une infime partie de ce que j'ai distribué m'ait été rendue. Aurais-je mal semé? La terre qui a accueillit ces semences serait-elle si peu fertile? Ai-je donné à tort?
Mais comment faire quand on ne sait pas faire autrement?

J'ai le mal d'amitié comme j'ai le mal d'amour. Mon coeur déborde de ses sentiments dont je ne sais plus que faire. Je me sens en manque, frustrée, seule et j'attends néanmoins que cela vienne un jour. Même cet espoir ne me quitte jamais. Malgré les déceptions, je ne change rien, je n'y arrive pas. Comme si chacun méritait sa chance et parce que je réalise que cela est une vraie quête de vie.

Mais.
J'ai perdu un ami.
Je suis en attente de ce que veut bien me donner l'homme que j'aime, en toute clandestinité.
Et celui que j'ai aimé me rend, un peu tard, ce que je n'ai eu de cesse de lui réclamer des années durant.

Alors, faut-il cesser d'aimer pour que l'on vous aime en retour?
Drôle de schéma, sorte de course poursuite. Lorsque l'un avance, l'autre recule et inversement.
L'amour n'est pas un jeu, c'est un besoin que l'on a tort de bafouer.

L'échange parfait existe-t'il? Si non, à quoi ça sert d'avoir un coeur?

"Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado (...) 
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções (...)
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se aventurar como poeta".
(C.Lispector)

samedi 22 septembre 2012

O ANJO DE ONTEM

Cada noite, antes de dormir, baralho as cartas dos meus anjos e tiro uma depois de me ter concentrado numa ideia ou numa pergunta. Tem que ser algo relativo a qualquer coisa ou a alguém mas funciona melhor se for uma pergunta "aberta", geral. Não dà para as tais perguntas muito especificas que, imagino, se fazem com pessoas que sabem "ler" as cartas tradicionais e afirmar que amanhã, sim precisamente, amanhã se vai encontrar o amor de uma vida ou ficar rico.

Não. Os meus anjos não servem para isso. São guias que muito me têm ajudado a perceber atitudes e situações e, mais importante que tudo, me têm aberto portas para a serenidade e a paz de espirito às quais aspiro sinceramente.
Ontem, saiu-me um anjo que me levou pela mão para atravessar a montanha, ir para além dos preconceitos que nos impedem de nos encontrarmos nòs proprios e também de ir ao encontro dos outros, abolir as inibições que nos mantêm prisioneiros daquilo que pretendemos ser e que raramente corresponde ao que somos de verdade.
Uma busca de autenticidade, um abrir de olhos para o mistério da nossa existência.
A busca de algo novo também porque o que é novo sò pode ocorrer se a ele estivermos abertos e disponiveis. Prontos para a mudança.
Um anjo que fala de sinceridade e franqueza. Uma sinceridade que faz bem e abre as portas à liberdade interior.
O novo, o espectacular e o incrivel. Abrir a alma ao que parece impossivel ao encontro com a nossa essência. Porque quando a alcançàmos, a daqueles que amamos salta aos olhos. Torna-se uma evidência.
O mistério do encontro com o humano que hà em nòs. A novidade para a qual pensàmos estar prontos.

Tenho tentado preparar-me para o que vem sem saber do que falo. Vou abrindo os braços com o desejo que venha o que espero mas no fundo sabendo jà que nada vai acontecer.

Fico então recolhida, silenciosa, disfarçando esta ansiedade... fecho os olhos e sinto a falta que me fazes.

"Saudade, é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos
não saber como encontrar tarefas que nos cessem o pensamento
não saber como frear as làgrimas diante de uma musica
não saber como vencer a dor de um silêncio,
de uma ausência
que nada preenche".
M. Medeiros

mardi 18 septembre 2012

TOCAR ESTRELAS

Nao sei porquê que isto està a acontecer mas,
se pudesse,
cristalizava estes momentos.
Não quero temer a alteração
porque não quero que ela ocorra;

Meu anjo, faz com que nada mude,
que o que tenho hoje perdure
e talvez
Poderemos de novo tocar aquela estrela!


"Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
 Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida" (C.Lispector)

samedi 15 septembre 2012

MORTA-VIVA

"O mundo é de quem nao sente.
A condiçao essencial para se ser uma pessoa pràtica é a ausência de sensibilidade". F.Pessoa

Somente nada
Quem dera nada sentir
Do nojo mais profundo aos requintes da paixão
Não gostar nem desgostar
Ver sem emoção para não querer partilhar
ouvir sem atenção 
falar sem dizer nada.

Nada que tivesse sentimento
Linguagem nem fria nem sentida
palavras circunstanciais
ditas com pragmatismo, directas
sem deixar portas abertas a interpretação

Andar sem objectivos nem ambições

Mas Ser. So(mente)

Ser unicamente, sem pormenores 
em estado bruto

Não detestar, nem amar - permanecer
petrificada

Não querer, nem desejar
nem não querer, nem não desejar
sem calculo nem perspectiva
sem segundo sentido nem expectativa.

Não dar para nada receber
não esperar nada para nada devolver

Caminhante numa estrada que fosse um fio unico
sem curvas sem desniveis 
sem horizontes que fossem metas para atingir.
Avançar porque o movimento é inevitàvel
como nascer e crescer é imperativo

Mas Estar. So(mente)

E mais que tudo
nunca sonhar. 
Porque se o sonho constroi a vida
tem o poder maléfico de a quebrar.

Então...

Quem dera não sentir, não querer, não amar, não desejar, não dar, nada esperar...

Nada!

Porque da vida, irremediàvelmente,
a unica coisa que se pode aguardar
sem decepções nem contradições,
sem ambição, nem paixão,
sem desvios nem enganos...
é simplesmente morrer.

E so(mente).
Je voudrais maintenant vider jusqu'à la lie
Ce calice mêlé de nectar et de fiel !
Au fond de cette coupe où je buvais la vie,
Peut-être restait-il une goutte de miel ?
A. de Lamartine


vendredi 14 septembre 2012

O ESTICA E ENCOLHE

Eu gostaria de saber um dia porque razão as coisas boas não duram?
É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois! Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir? (Eça de Queiroz)
Que nada pode durar està integrado. Que tudo muda ou acaba, também. E assim mesmo a lei da vida; as coisas aparecem, mantêm-se e desaparecem - nascer, viver e morrer.
Mas aquilo a que me refiro não tem explicação. Ou pelos menos ainda não a encontrei!

Passam-se dias onde o fluido é fantàstico; amàvel, rico, engraçado, meigo, desejoso. Um dia, sem saber porquê o registo muda sem que nada o deixe prever, sem que nada o explique.

Que a conversa fosse directa, explicita, clara e tudo seria simplificado. Não estaria eu aqui a conjecturar e triste. Sim, estou triste porque não mereço e sinto a falta dele. Dou tudo o que tenho para dar. Sou sincera, verdadeira e, mais que tudo, eu amo aquela pessoa. Tomou um lugar indispensàvel na minha vida. Devo-lhe muito porque me acordou de uma rotina onde o tédio ia crescendo. Mas às vezes ele està e outras não està... e não sei porquê!!!

Quem me dera perceber.

Agrada-me pensar que aquilo que ele gostaria mesmo não se podendo realizar, deixa-se deslizar até ao limite do que consegue gerir. Quando atinge esse limite, faz volta atràs e arrefece. E o tal estica e encolhe.
Mas temo que isso seja a minha imaginação confundindo sonho e realidade.
A realidade é... deve ser esta; que o pequeno interesse que ele manifesta gasta, cansa ao fim de um certo tempo e depois jà não lhe interessa.

As alterações?  Vou esperando que ele volte a esticar, ou que volte sò, e aproveito e digo-me também que desta as coisas estão instaladas. Esqueço sempre que um dia, invariàvelmente, ele volta a encolher. E nunca consigo estar realmente preparada para isso.

Dà quase para rir... estou mesmo a rir porque a analogia com o sexo é perfeita.

Serà que é so isso?

mardi 11 septembre 2012

SOUHAIT

Je voudrais parfois que le temps s'arrête. Qu'il se fige sur les moments qui ont été heureux et qui font du bien à nos âmes. Que l'on ai le pouvoir de les revivre à l'infini, si réels que lorsqu'ils ont été vécus pour la première fois.



O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.
F.Pessoa

lundi 10 septembre 2012

L'ANGE DE LA CLARTE

"L'essentiel se révèle à travers le flou des apparences"

Il est des moments dans la vie où nos sens s'éveillent et où l'on parvient à entrer en contact avec la vérité de l'être. Ce ne sont que des suppositions, mais notre instinct nous parle. On est davantage à l'écoute de ce que nous dit le coeur.

Et je n'aime pas toujours ce que je découvre.

On a souvent (j'ai souvent!!) tendance à lisser les défauts de celui que l'on aime. A mettre la compréhension profonde des agissements qui ne plaisent pas, au service de la cause qu'est aimer l'autre. On abonne ainsi en notre sens. On interprète les choses en excusant ce qui ne nous convient pas. Je devrais savoir que ce n'est pas une bonne façon d'affronter les contrariétés mais j'ai la faiblesse de mes amours. Je n'y peut vraiment rien.

Dans ma recherche de sérénité, pour avoir un guide dans mes pensées, il m'est donné, chaque soir, de consulter "mes anges". Je suis bluffée par la justesse des tirages que je fais en fonction de la question que je pose.

L'ange de la clarté est sorti hier.

Il me parle de lumière. D'apporter la lumière dans la confusion des pensées. Ce que je pense de toi, c'est ce que je ressens et ce que je tente de déceler. Mais ton attitude est changeante, floue. Elle tangue entre la dévotion et l'indifférence. Ce n'est pas simple de se faire une idée, précise ou pas. Tes silences, cette pudeur à exprimer réellement ce que tu vis, ce que tu es, ne fait qu'accroître le mystère. Est-ce que tu sais toi même ce que tu veux? Est-ce l'opposition entre ta volonté et ton pouvoir qui brouille les pistes?

Je reste dans l'ignorance de mes conjectures.

Je voudrais que tu me parles clairement, sans détours. Que tu me fasses cadeau de ton authenticité. De ton image originelle. Peux-tu? Le veux-tu?

Je voudrais tant comprendre vraiment.

jeudi 6 septembre 2012

MERCI

"L'être humain, dans sa finitude, ne peut nous faire don de l'absolu"  A. Grün

Que de réflexion. Un puzzle qui s'emboîte, une compréhension qui se fait.
Je passe des heures à regrouper les mots, revoir les évènements. J'ai enfin compris le mécanisme des choses vécues.
D'abord la certitude d'avoir touché une étoile. C'était donc vrai. Mon coeur ne m'a pas trompée.
Il eut été plus simple de me l'avouer mais, parfois, les mots ne peuvent être dits avec justesse, les émotions restent prudes et doivent êtres mises à l'abri. Surtout si l'on bâtit des murailles autour de soi.

J'ai vécu l'absolu. Un court instant. Cette quête d'une vie, j'ai pu l'atteindre. Tu m'as donné ça.

Mais tu es un bâtisseur. Dans la continuité, cet absolu aurait eu comme conséquence le besoin de raser ce qui avait pris une vie à construire. Il n'était pas question de ça pour toi. Ce chemin avec moi, malgré tout, aurait été une inconnue. On craint toujours ce que l'on ne connaît pas. Et, après tout, un jour le cycle serait à nouveau parfait et l'histoire se serait certainement répétée avec une autre encore.

Tu as choisi les barrières. Bâtisseur tu es, tu le restes. Tu as mis des murs entre nous et le ciel. C'était un droit. Je comprends tes raisons. Je te respecte pour cela aussi. Mais qu'il aurait été bon de faire un autre choix!

J'ai retrouvé une sérénité. Je sais maintenant le sens des choses.
C'est plus simple lorsque la compréhension est acquise. Ensuite, il faut l'accepter.
Mais mes sentiments pour toi font aussi que si ce choix est celui qui te convient le mieux, je l'accepte. L'amour exige parfois que nous renoncions à l'indispensable. J'espère juste qu'il n'y aura jamais de remords et de regrets. Certaines choses ne surgissent qu'une seule fois dans nos vies. Pour moi, c'était ma quête de toujours, pas pour toi.

J'ai compris aujourd'hui le bien fondé des murs qui entourent ta vie. Ces barrières inaccessibles derrières lesquelles tu ceints ton moi profond. J'ai donné un sens à tes contradictions. Elles ne me semblent plus incohérentes faisant partie d'un tout désordonné. Au contraire. Je connais les signes à présent, je peux les prévoir. Je n'ai plus peur.

Nous avons notre étoile mais elle reste inaccessible. Intouchable aussi. 
Mais dans ta finitude, tu me l'as, un soir, décrochée. 
J'ai alors connu l'ABSOLU. Quelques heures seulement ... mais pour toujours.




mardi 4 septembre 2012

UNE PORTE OUVERTE

C'est fou comme en l'espace de quelques heures les brumes peuvent se dissiper.
Un nouveau projet qui vous rempli le coeur de joie peut devenir la solution d'une situation qui était devenue difficile, inextricable.

Est-ce mon ange des ténèbres qui est venu à mon secours?

Soudain tout parait possible, une énergie nouvelle vous inonde, la lumière que l'on attendait apparaît clairement pour éclairer le chemin.
Je me retrouve. Fragile toujours mais animée par un nouvel entrain.
Mon Dieu qu'il est bon de se sentir à nouveau légère, capable d'avancer à grands pas. Décidée. Cesser ce cheminement pénible et hasardeux dans lequel aucun espoir ne m'était permis.

Une renaissance.

Une porte qui s'ouvre et l'envie irrépressible de m'y engoufrer les yeux ouverts à un nouvel avenir.
Dorénavant, ma vie pourrait-elle ressembler, ENFIN, à la journée de soleil que j'en attendais?
Que cet instant me reste tel que je le ressens.
Une porte ouverte... ostensiblement.
...
Merci.


Rêve de bonheur

Desejos...
Ter uma pessoa especial e que ela goste de si...
Ter uma surpresa agradàvel... noite de lua cheia...
Não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus...
Rir como criança, ouvir canto de passarinho...
Escrever um poema de amor que nunca serà rasgado...
Formar um par ideal... ver o pôr do sol...
Ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria...
Uma tarde amena... vinho branco
E muito carinho meu!
(C.Drummond de Andrade)

lundi 3 septembre 2012

O QUE ESTA PARA VIR

A névoa ténue do que vem...

Quanto menos quisesse recordar mais a saudade anda presa a mim.
E ando, a alma aflita, nestes ermos caminhos
A tentar colher a flor das ilusões da vida.

Entre murmurios dolentes e rugidos de tormenta
Vivo neste inferno da ausência.
Agora,
Jà so posso fechar os olhos... e saltar!

Hà um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que têm jà a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que levam sempre aos mesmos lugares.

E o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado... para sempre
A margem de nos mesmos.
(F.Pessoa)

samedi 1 septembre 2012

TER SIDO E JA NÃO SER

Detesto que me faças crer que conto quando deixas correr uma tinta quase doce.
Detesto depois quando me atiras palavras de circunstância, lançadas como a qualquer outra.
Detesto esta dependência que ajudaste a criar em que fico desamparada quando estou sem ti.

Estou sem ti!

Detesto ter que perceber que não me queres, nunca mais me vais querer. Quizeste-me um dia?
Detesto imaginar que não te tenho, nunca mais te vou ter. Tive-te um dia?

Detesto estas làgrimas de raiva que sucedem às làgrimas de desespero.
Detesto sentir-me assim abandonada, repleta de um amor de que não sei que fazer.

Detesto sentir-me assim perdida,
Detesto reler o que escreveste e perceber que jà não hà mais nada

Mais nada!

Detesto ser assim negada depois de ter sido reconhecida
Detesto constatar a extinção da nossa estrela
Detesto jà não sentir o calor que nos dava, me davas.

Detesto a ruina desta ponte que nos levava ao firmamento...
Detesto saber que no amor, o que se apagou não volta mais a brilhar
Amo-te
E detesto saber que de nada serve esperar!

Detesto estas mãos vazias, este coração repleto.
Detesto esta memòria que, traiçoeira, me vai roendo e me recorda a cada instante que jà não somos.

Não somos!

Lembra-te da lua

INNOCENCE

Le pire s'avère.
J'avais pourtant imaginé qu'après ces longs jours d'absence et, vu la teneur de tes messages, il y aurait à nouveau une flamme allumée.

Des déferlantes sont passées par là. Tout est éteint.
Et je reste là vidée, démunie de tout, complètement perdue
car en te perdant, je me perds aussi.

Quelle innocence d'avoir cru encore.

L'innocence c'est la clarté du regard, la transparence des sentiments, la simplicité des intentions.
C'est ce que l'on perd dès qu'on calcule, dès que l'on regrette.
Il est des regards qui ouvrent grand les fenêtres closes de nos âmes.

Où vais-je déverser mes larmes maintenant que tu ne veux plus écouter nos rires.


vendredi 31 août 2012

UMA PALAVRA

Se existisse uma palavra para explicar. Uma palavra que cura. Uma palavra sò para perceber...

Fui acordada de um tédio longo pela atenção que recebi.
Intenções deliciosas, gestos de amor infinitos
Imagens para viajar em sonhos tão reais
E agora, jà não consigo dormir!
Conheci o que sabia existir e que nunca provara
Coisas simples de uma evidência clara,
necessàrias, imprescindiveis
Habituei-me.
Vivi com isso até agora, fiquei adicta, naturalmente
Faria tudo para que essas coisas voltassem
Daria tudo para que fossem permanentes
Mas a realidade mudou
Perdi-me.
Quero voltar a dormir agora
Num sono profundo que me fizesse esquecer
Que aquela outra realidade afinal existe
Porque ter assim dois mundos é demais e não chega

Diz-me uma palavra que me explique.
Diz-me uma palavra que me cure
Diz-me uma palavra sò para que perceba
porque me acordaste e jà não queres desta alvorada!


Mes maux sont les mots que tu tais!

Par la caresse nous sortons de l'enfance
Mais un seul mot d'Amour et c'est notre naissance!
(P. Eluard)

VERTIGEM

A noite, sento-me là fora a ouvir o silêncio.
A noite està escura apesar do luar. O ar é fresco mas nem hà brisa.
Ponho-me à escuta de qualquer som que fizesse uma folha, um bicho. Mas nada.
Vem-me so o eco de coisas que ouvi. Coisas de antes. Jà passadas.
Palavras ditas ao acaso dos nossos encontros tão previsiveis, programados.
Estou completamente oca.
A vida vazia, a cabeça a mil repleta de lembranças.
Tento perceber que caminho foi, é, este. Para onde tudo isto me leva.
Encurralada num tempo de espera.
Não tenho respostas.
Sò este silêncio que preenche tudo e o sussurro abafado do que disseste.
Tudo se mistura, não percebo nada. Nao consigo entender.
Misturam-se as saudades às recordações e tudo o que oiço claramente
é o coração a bater. Agarrado à vida. Apesar do desprezo.
Não mereci isto. Ou se é merecido, porquê? Para quê?
Onde falharam as intenções sinceras? O que fiz, o que ouvi? O que fizeste e ouviste?
Não sou, nunca serei, a unica a denunciar amores sem correspondência.
Mas neste, o nosso, pensei de verdade que chegaria dar tudo para là chegar.
Dei tudo... a perder. E perdi.
Tento ocupar as horas e a distância que me separam de ti mas a contagem corre desvairada.
Não consigo acompanhar.
Hà esse fio que me liga ao que vivemos e um nò tão apertado que nada poderia desatà-lo.
Até seria bom.
Devolverte-ia a liberdade... ganharia talvez a minha.
Mas o coração não quer e a mente é fràgil. Pronta a tudo para a voltar a provar, saborear, o que conheceu.
Aquelas horas, nossas horas.

Com a ponta do dedo, toquei uma estrela
e esta noite, apesar do luar, não vejo uma sequer.

Sento-me à noite là fora.
Por vezes està là em cima, presa naquele manto negro, uma estrelinha a brilhar.
E pergunto: Serà que foi ela?

O silêncio pesa e abafa tudo.
Não oiço resposta nenhuma. Os anjos dormem.

A noite està fresca.
Tenho frio e jà não te tenho por perto... nem por longe.

Reter o tempo 

Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata... (C. Drummond de Andrade)

jeudi 30 août 2012

BESOIN DE TOI

O tempo vai-me apagando da tua memoria.
Esse amor que tanto quiz de ti, não veio nunca.
Ainda quero acreditar
Mas a esperança definha

Quantas horas, quantas noites passei a imaginar
Que tu e eu seriamos um sò.

Ao amanhecer percebo que nada aconteceu
Que foi sò rasto de luz deixado pela lua.
Quiz tanto viver um luar deslumbrante,
Alcançar estrelas de voos tão altos
E ver o dia que vem, a noite que vai.

Diz-me se agora o que farei deste desejo
Que me consuma a alma e incendia o corpo
Se jà nem presença tenho nas tuas fantasias!

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida! 

(F.Espanca)

mercredi 29 août 2012

MALDITA RACIONALIDADE

Je déteste ce concept.
Il va à l'encontre de tous mes rêves. Il détruit mes pensées. Il contrarie mes désirs les plus chers et me plonge dans un océan d'incertitude.
Cette soi-disant conduite cohérente, voire optimale, qui régi les buts des uns et des autres dans une démarche visant à protéger de supposés intérêts, que de balivernes!!
La rationalité est en opposition absolue avec l'amour.
En amour il n'y a pas d'intérêts à protéger si ce n'est la recherche de moments de partage.
Comment peut-on soutenir que la rationalité contribue à un modèle d'équilibre général!
Mon seul équilibre c'est toi, c'est d'être avec toi, en toi.
Me dire que les agents de la rationalité sont censés agir de sorte à optimiser le bien-être des individus... c'est faux!
Mon seul et unique bien être ne peut être parce que l'on est ensemble et je sais ô combien celà te semble impossible et... irrationnel!

Maudit logos qui brise mes songes.
Ta rationalité est mon cauchemar