mardi 27 mars 2012

O PASSEIO DO VASCO

Formam-se mais tempestades em nos mesmos que no ar, na terra e nos mares. (alguém)

Fim da manhã.
Jà là fora, o tempo não conta. E corre no entanto.
Instante suspenso.
Descoberta do que jà sabiamos.
Troca silênciosa e palavras ditas, transbordantes desse espaço que jà era nosso. Desnecessàrias.
Conhecer o que jà se conhece.

O ar é calmo mas a tempestade està formada, pronta a explodir.
Havia uma doce violência nesse momento, ainda hesitante.
Ficou para mais tarde.

E quando aconteceu...
Jà o rio era mar. O desejo nao espera.
Foram ondas entrelaçadas, continuas
Muros de àgua de arromba.

Delicioso medo esse. Um abismo para o qual nos atrevemos.
Me atrevi.

Vivi nesses instantes as horas mais deslumbrantes.
Iluminada e poderosa.
Porque eras tu. Para mim. So para mim.

E guardei-te assim cada dia que foi passando.
Sempre.
E nunca mais voltàmos a passear ali.

"Je me suis souvenue quand je me couchais sur ton corps. Et ton corps sur le mien... J'aimais ça, ton poids sur moi... Le dernier jour, tu as glissé ta main sur ma joue, cette main tellement large qu'elle me contenait tout entière. Tu as voulu parler. Tu n'as pas pu." (Claudie Gallay - "Les Déferlantes")

Tempo suspenso