Aprendi a dizer os sentimentos.
E, se os digo, que triste fico se nao os posso viver.
E como um pedaço de mim que tenho que ocultar.
Uma dor profunda.
Se me afagas, estou curada!
Prends-moi dans tes bras et laisse-moi y rester.
C'est là, et là seulement, que je suis vivante!
De longe te hei-de amar - da tranquila distância em que o amor é saudade e o desejo constância. (Cecilia Meireles)
jeudi 26 juillet 2012
mercredi 25 juillet 2012
DICIONARIO
Detalhe - 27 anos de convivência
Isto de ter duas linguas maternas (bom, uma do pai outra da mãe) não é facil.
Dei so hoje conta que na biblioteca tenho centenas de livros franceses.
Numa prateleira: o Eça, o Quintana, a Florbela, a Sofia, o Fernando, o Alberto, o Eugénio, o Miguel, o Bocage e o Camoes (perdão aos que não cito) là estão, como sobreviventes do meu universo luso.
Mas de dicionàrio, nada!
Tratados de psicologia, de economia. Um pouco de historia e de politica (ultramarina... eu sei, jà passou!) herdados do bem familiar.
E lembro-me.
Da biblioteca-escritorio do meu avô querido que jà foi. Enciclopédias conviviam com obras do Zweig... estantes, altas, sem fim, onde descansavam quilos de papel erudito.
Herança.
E nem fui capaz de aconchegar nos cartões de lembranças um so dicionàrio!
Daqui, do meu campo e da minha provincia gaulesa pergunto: mas onde é que eu vou poder comprar um Porto Editora??!
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