| A névoa ténue do que vem... |
Quanto menos quisesse recordar mais a saudade anda presa a mim.
E ando, a alma aflita, nestes ermos caminhos
A tentar colher a flor das ilusões da vida.
Entre murmurios dolentes e rugidos de tormenta
Vivo neste inferno da ausência.
Agora,
Jà so posso fechar os olhos... e saltar!
Hà um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que têm jà a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que levam sempre aos mesmos lugares.
E o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado... para sempre
A margem de nos mesmos.
(F.Pessoa)
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