"Quanto tempo dura o eterno?
As vezes, apenas um segundo!"
Lewis Carroll
| A espera que a onda passe |
Onde andas, o que fazes?
Tenho consciência que a partir de hoje um novo silêncio se instala. A tua vida decorre como sempre decorreu.
Antes de mim, comigo e depois. Sem que nada tenha mudado.
Fui um intervalo, um parenteses que se abriu, se fechou e depois se apagou.
Tenho que perceber que não sou, não fui quase nada no espaço que se abriu. Não posso esperar que algo aconteça agora.
Não que tenha perdido esperança mas num rasgo de lucidez, jà sei que não estàs mais comigo.
Perdido.
Sinto a tua falta mas não sentes a minha.
Dizem que no silêncio uma vida acontece, mas sò a tua; nada da nossa porque é provàvel que nem tenha existido. Foi sonho que esvanesceu como quando queremos contar o que a noite buscou no pensamento adormecido e que de manhã desaparece. Sò aquela sensação de que algo de bom ocorreu, algo que marcou e que é mais que uma ideia ou um conto, algo que se sentiu e que ficou imprimido na alma.
De nada serve lembrar que houve tempo e espaço nosso; penso às vezes que imaginei tudo porque estava tudo tão perfeito.
Deste sonho acordei e não acordas tu porque não soubeste sonhar.
E agora?
Que o tempo me dê tempo não tanto para recordar mas para perceber.
"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece (...).
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um remoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz (...), quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples facto de respirar.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um remoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz (...), quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade."
Martha Medeiros
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