Esse amor que tanto quiz de ti, não veio nunca.
Ainda quero acreditar
Mas a esperança definha
Quantas horas, quantas noites passei a imaginar
Que tu e eu seriamos um sò.
Ao amanhecer percebo que nada aconteceu
Que foi sò rasto de luz deixado pela lua.
Quiz tanto viver um luar deslumbrante,
Alcançar estrelas de voos tão altos
E ver o dia que vem, a noite que vai.
Diz-me se agora o que farei deste desejo
Que me consuma a alma e incendia o corpo
Se jà nem presença tenho nas tuas fantasias!
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
(F.Espanca)
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
(F.Espanca)
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