lundi 27 août 2012

PERSPECTIVAS

48 horas de silêncio.
Uma eternidade. Sinto-te perto mas não sei se é desejo meu ou fluido teu que mandas pelo pensamento?
Sinto a tua falta como o ar que respiro.
O que serà ao teu regresso?
Mil perguntas.
Prefiro tentar não pensar porque a realidade estala como uma sentença:
Não temos futuro!!
Não quero chorar. Fico à espera. A tua espera.

Chamo-Te porque o tempo não espera...
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.

Há muitas coisas que não quero ver.

Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo....

S. de Mello Breyner

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