Pergunto o que vou fazer do vazio que ficar?
Quisera que me atravessasses a alma e pudesses conter o sentimento de falta
Esta dor aguda e lancinante, tão viva
Que jà nenhuma làgrima consola.
Basta que feche os olhos para me pensar aconchegada em ti
E sentir-me vagar num tempo feliz, neste amor clandestino em que me acolheste.
Hoje ficam vendavais de ternura dispersos,
Uma fome insaciàvel de ti
E o gosto triste e amargo de uma ilusão que passou.
Quisera que me acolhesses de novo!
Não importa que seja num crepusculo ou numa alvorada
E que partilhassemos por mil vezes ainda
A promessa do suave sono que nos deleitava...
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| O Paraiso existiu |
Le corps sans le coeur, n'est pas le paradis. Mais le coeur sans le corps, c'est l'enfer! (F.Sagan)

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