- Vem! Estou aqui, dizes tu
E mesmo o momento que prefiro.
Espreguiço-me voluptuosamente ao contacto dessa meia liberdade e instalo-me... na tua voz.
E verdade que esqueço mesmo que so te posso imaginar. Mas o som da tua voz dà-me asas para isso. As vezes, imagino tanto que me engano no cenàrio, coisas que nem a tua presença poderia cumprir! Vou por uns senteios e nem percebo que tu estàs noutros.
Mas é assim. E não posso mudar isso.
Mas se pudesses vir comigo, verias a beleza que têm estas estradas e que bem là se caminha.
Es pessoa de verdade mas o nosso mundo é bem escasso, estreitinho e sonhado.
Melhor que nenhum. Tento não me queixar.
Se soubesses que vontade tenho por vezes de te tirar deste sonho para que tenhamos vida mesmo.
Uma vida que seria nossa, sem segredos nem esconderijos, para que eu pudesse gritar a todos que existo e estàs comigo.
Mas por hoje jà chega, tivemos o nosso instante. Amanhã talvez, um outro.
Volto para o meu cantinho e tão quieta quanto posso, em silêncio,
vou pensando na tua voz de que me fica o éco.
Amo essa voz como amaria teu corpo.
E por ela que te vejo e que vou saciando a sede que tenho quando bebo as palavras que ofereces.
Pudesses tu deixar-nos viver em pleno vento para que, juntos, pudessemos agarrar as imagens que transbordam do meu sonho! Todas elas. Mas nao. E assim a minha sina, e:
- Até logo, digo eu.
| Um dia que nasceu: vem estou aqui! |
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