dimanche 19 août 2012

UNE ROSE DERRIERE UN MUR

Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez sentir-se importante (St.Ex)

Outrora,
num tempo que jà foi
e tão presente ainda
adivinhaste a rosa escondida.

Espreitaste para além da muralha
viste-lhe a alma, sentiste-lhe o aroma
Admiraste-a e desde então ela viveu.

Ficou tão reconhecida
que quiz dar-te o que trazia:
Ternura, carinho quanto baste, sem contar

Fizeste-lhe uma sinfonia de atenções,
deste-lhe o que nunca recebera
e ficou-te meigamente agradecida

Mas o amor que lhe dizias
foi se perdendo com o tempo

E hoje, quando passas pelo muro
Escondida, ela te espreita
Porque sabe que jamais
A amaràs como fazias!

Une rose seule, c'est toutes les roses. 
Et celle-ci, l'irremplaçable, le parfait, le souple vocable 
encadré par le texte des choses.
Comment jamais dire sans elle 
ce que furent nos espérances et les tendres intermittences 
dans la partance continuelle.
(Rainer Maria Rilke)



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