mercredi 22 août 2012

REALIDADE

No teu harém de incontàveis musas, fervilha e graça o amor desordenado (M. Warttusch)

Realizei agora.
Desilusão.
Que ideia foi essa de pensar que sabias amar? Que querias amar? Não. O que tu queres é um erzats de amor. Uma condição efémera de desejo. Um estado efervescente que se evapora depois de consumido.
Quantas palavras bonitas deixaste. Quantos actos de realidade disfarçada.
E eu acreditei, porque precisava acreditar.
Deitei-me perdidamente nesses lençois de encantos sem perceber que eram panos evanescentes.
Como pudeste fazer-me crer que eu importava? Sim, talvez um pouco, por uns instantes. Nada mais.
O teu silêncio de hoje revela mais que mil cartas. Não sou nada, nunca fui. Um caso entre outros com interesse momentâneo.
Enganei-me porque fui enganada. E vais negando isso. Não faz mal, mas doi muito.
Boa consciência, boa educação.
De nòs, confessa, não fica nada. Porquê? Porque não houve nada mais que um fogo de palha que vi, senti, como um coração a arder.
Bravo!
Apagàste a chama que tinhas acendido
e eu continuei a acreditar nesta historia sem sentido!

Não hà mais nada
E este o grande drama do prazer; todas as coisas agradàveis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tão mais depressa quanto é mais retribuido. (W. Durant)

Aucun commentaire:

Enregistrer un commentaire